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Aracy de Oliveira: Minha Coleguinha
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Documento
Metadados
Miniatura
Título
Aracy de Oliveira: Minha Coleguinha
Autor
Aracy de Oliveira Campaneza
Data de Produção
15 de novembro 1922
Condições de Reprodução
Domínio público
Descrição
Carta escrita por Aracy de Oliveira Camponesa do Brasil, 19 anos, brasileira, paulista, piracicabana e professora da turma do Centenário, no ano de 2022, em data de 15 de novembro de 1922. Aracy inicia sua carta destinando á “Minha Colleguinha”, por tratar de assuntos que possam interessar as senhoritas. No início da carta cita “Muita futilidade e tolice encontrareis, mas, de tudo podeis extrair alguma coisa de prestável, com a vossa paciência e perspicácia. ” (em transcrição livre). Em seguida, como representante do sexo feminino, relata sua revolta com a seguinte afirmação de um amigo ao interligar a mulher e a moda “falar-se da moda hoje em dia, é falar-se mal das mulheres. ” (em transcrição livre). No entanto, demostra que ao refletir sobre a atual feição da moda, passa a concordar com o entendimento de seu amigo e disserta: “A moda e a mulher são coisas coerentes. Onde está a moda está a mulher, onde está a mulher está a moda. E ambas, desgraçadamente, se corrompem. Aquela corrompe a segunda, esta exagera a primeira. Se a moda é a beleza e a beleza é a vida, como ouço dizer, tem razão as nossas faceiras irmãs. A vaidade cresce a ponto de sufocar o pudor e corroer os sentimentos para satisfazer apenas a um capricho” (em transcrição livre). Posteriormente, apresenta tipos de moda, descrevendo-os detalhadamente, como os tipos ultrachiques, almoçadinhas, melindrosas, elegantes e as moças que se vestem mal. Ademais, faz um comparativo com a moda antiga e a moda atual, cujo papá (papai) não possui tréguas, pois trabalha, esgotando suas forças para esbanjar o dinheiro com a moda, dinheiro este, exigido pela “filha que quer ser uma elegante melindrosa, o filho perfeito almofadinha, e, para maior cumulo, a mulher segue as pretensões da filha”. (em transcrição livre). Apresenta costumes e usos, como tecidos, cores e produtos predominantes na época e disserta sobre a classe aristocrática, classe média e classe formada. Conclusivamente, comenta sobre a moda em festas anuais e em período de formatura, encerrando sua carta da seguinte forma “A vós, deixo estas impressões como uma recordação d’aquela que em vida se chamou Aracy de Oliveira Camponesa do Brasil”. (em transcrição livre).
Classificação
Documento textual
Resumo Descritivo
Carta escrita por Aracy de Oliveira Camponesa do Brasil, 19 anos, brasileira, paulista, piracicabana e professora da turma do Centenário, no ano de 2022, em data de 15 de novembro de 1922. Aracy inicia sua carta destinando á “Minha Colleguinha”, por tratar de assuntos que possam interessar as senhoritas. No início da carta cita “Muita futilidade e tolice encontrareis, mas, de tudo podeis extrair alguma coisa de prestável, com a vossa paciência e perspicácia. ” (em transcrição livre). Em seguida, como representante do sexo feminino, relata sua revolta com a seguinte afirmação de um amigo ao interligar a mulher e a moda “falar-se da moda hoje em dia, é falar-se mal das mulheres. ” (em transcrição livre). No entanto, demostra que ao refletir sobre a atual feição da moda, passa a concordar com o entendimento de seu amigo e disserta: “A moda e a mulher são coisas coerentes. Onde está a moda está a mulher, onde está a mulher está a moda. E ambas, desgraçadamente, se corrompem. Aquela corrompe a segunda, esta exagera a primeira. Se a moda é a beleza e a beleza é a vida, como ouço dizer, tem razão as nossas faceiras irmãs. A vaidade cresce a ponto de sufocar o pudor e corroer os sentimentos para satisfazer apenas a um capricho” (em transcrição livre). Posteriormente, apresenta tipos de moda, descrevendo-os detalhadamente, como os tipos ultrachiques, almoçadinhas, melindrosas, elegantes e as moças que se vestem mal. Ademais, faz um comparativo com a moda antiga e a moda atual, cujo papá (papai) não possui tréguas, pois trabalha, esgotando suas forças para esbanjar o dinheiro com a moda, dinheiro este, exigido pela “filha que quer ser uma elegante melindrosa, o filho perfeito almofadinha, e, para maior cumulo, a mulher segue as pretensões da filha”. (em transcrição livre). Apresenta costumes e usos, como tecidos, cores e produtos predominantes na época e disserta sobre a classe aristocrática, classe média e classe formada. Conclusivamente, comenta sobre a moda em festas anuais e em período de formatura, encerrando sua carta da seguinte forma “A vós, deixo estas impressões como uma recordação d’aquela que em vida se chamou Aracy de Oliveira Camponesa do Brasil”. (em transcrição livre).
Dimensões
21 x 32 (11 folhas) - larg x alt (cm)
Estado de Conservação
Bom
Local de Produção
Escola Estadual Sud Mennucci
Nº de Registro
038-00000_09468.08
Outros Números
Câmara de Vereadores de Piracicaba: BR SPCVP CE-CTSM-CTS-08
Denominação
Cartas (conjunto)
Instituição vinculada
Nome da Instituição
Brasiliana (Sophia - Teste)
Url do acervo
Nome do acervo
Acervo Brasiliana


